Sem Spoiler: O Grande Hotel Budapeste

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            O Grande Hotel Budapeste, terceiro filme mais visto do Brasil nesta semana, é um filme diferente dos que se vê no cinema atualmente. Com uma fórmula um pouco clássica e um pouco alternativa (não encontrei palavra melhor para descrever), nós logo nos apaixonamos. Como escritora, fiquei logo empolgada com o começo do filme, que logo solta grandes afirmações sobre escrita, literatura e escritores, de forma que, para alguns, é impossível não se identificar um pouco. Mas isso é apenas um detalhe, vamos ao filme.

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            É uma daquelas histórias que está dentro de uma história, que está dentro de outra história… E assim vai. Um escritor, com a “febre do escriba” (doença que afligia os intelectuais na época em que se passa essa parte da história) viaja para o que antigamente fora o Grande Hotel Budapeste, agora não tão majestoso, buscando quietude para escrever. Lá, ele conhece o atual dono do hotel, Zero Moustafa, e logo sente curiosidade pelo velho e misterioso homem, inquerindo o atual concierge sobre o homem. Eventualmente, acaba conversando com Moustafa, que instiga ainda mais sua curiosidade e convida nosso escritor para um jantar, em que ele começa a contar suas aventuras e do antigo concierge Gustave H, e é aí que o filme realmente começa.

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Sem spoiler: A culpa é das estrelas – O filme

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                Então, leitores Não Ultrapassados! Semana passada nós divulgamos no nosso twitter (@naoultrapassado) que assistiríamos a adaptação de A culpa é das estrelas do autor John Green e foi isso que nós fizemos.

A primeira impressão do filme foi sobre o elenco, que aparentemente foi muito bem escolhido. Algumas pessoas ficaram com receio da escolha do Ansel Elgort para interpretar Augustus Waters, mas, sinceramente, não consigo imaginar escolha melhor. Deu uma caracterização mais carismática do personagem, sem tirar nada dele. É claro que houveram algumas falhas, mas foi uma ótima forma de se lançar.

                Não me surpreendi a princípio com Shailene Woodley, imaginei que ela atuaria da forma que atuou, o papel meio que se encaixava naturalmente na personalidade dela, apenas não esperava as cenas em que ela demonstrou fúria de modo convincente (eu nem sabia que ela conseguia fazer isso), basicamente, se enquadrou muito bem no papel.

O elenco secundário se saiu bem, mas sem chamar muita atenção em geral, é do destaque apenas à Williem Dafoe, que interpretou o escritor Peter Van Houten impecavelmente, como é de seu costume.

                Algo deslocado foram alguns efeitos especiais, como mensagens de texto, que não nos agradaram, pareceu forçado, principalmente porque não foi algo constante.

Uma outra falha foi a tentativa de imitar o tempo do livro, que apesar do funcionar no livro, faz a coisa desandar no filme. De início você pensa que está tudo bem, mas eventualmente o filme fica longo demais. Alguns momentos mais emocionais perdem um pouco da graça por causa disso, infelizmente o filme fica cansativo. Modificações no roteiro são bem vindas, como por exemplo no filme O lado bom da vida, baseado também no livro, mas alterado para o cinema, de forma que eles ficam equivalentes em qualidade. É preciso estar muito predisposto a amar o filme para não se incomodar com esse defeito.

Também faltou uma justificativa para o nome “A culpa é das estrelas”, não houve explicação, simples assim. Mesmo que haja uma relação com a morte e câncer, não acho que justifique (podem me apedrejar).

                A trilha sonora que foi lançada previamente combinou muito bem com o filme, não só por ser composta de ótimas músicas e artistas, mas também porque foi aplicada nos momentos adequados, nos dando a “vibe” certa (e porque eu amo o Ed Sheeran).

Com relação aos outros detalhes do filme, não há nada notável demais, tudo bastante razoável e é um bom filme para se ver com quem se gosta nesse dia dos namorados.

Novidades

 

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Olá, leitores não ultrapassados! Primeiramente, eu quero agradecer a todos que se dão ao trabalho de ler meus textos. Sério, valeu. Não consigo não olhar essas pessoas com ternura. Não sei se você que lê isso é uma delas, mas se não for, obrigada de qualquer forma; fique à vontade para rolar a rodinha do mouse para baixo e ler alguns dos meus textos.

Eu estou aqui mesmo é para falar das novidades. Quando um blog começa a crescer, torna-se necessário variar e mostrar um pouco mais de si mesmo para variar. Podemos comparar um blog à uma pessoa qualquer, se ela só fala de um assunto, eventualmente acaba ficando chato e aquela relação acaba. Ou não. Talvez eu tenha viajado na batata, mas gosto das mudanças que serão implantadas aqui.

Não sei se a palavra certa é mudança, talvez acréscimo seja melhor. Não vou parar de escrever contos e textos reflexivos, eu adoro escrever essas coisas. A diferença é que falaremos de mais coisas por aqui. Que coisas? Livros, séries, filmes, álbuns, autores e o que mais aparecer. Vamos apenas expandir as áreas de opiniões, inclusive, com novos autores. É sempre bom conhecer novas bandas, filmes e autores bons, quem sabe você não encontra um por aqui?

Eu realmente espero que goste das mudanças, são meio que… pra você. Eu fico feliz quando quem lê está satisfeito, afinal, que tipo de artista não fica?

Pra deixar tudo bem explicadinho vou detalhar algumas coisas. Sobre o que falaremos aqui? Coisas que a gente gosta? Não necessariamente. Conheço alguém que sempre me diz que “não podemos falar do que não conhecemos”, então vamos conhecer as coisas. Ler livros, ouvir CDs e ver filmes que talvez não víssemos normalmente, mas é disso que se trata a crítica, observar os aspectos técnicos, certo? Observar se o filme consegue satisfazer a temática. Se você quiser, pode sugerir também.

Uma relação leitor-autor é como qualquer outra, é preciso desenvolver. Eu realmente gostaria de desenvolver a nossa. Então, vamos?